Quarentena – 18º dia
- 9
- Jan
- 2013
“E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem.
Então, pedindo uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram.
Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua, falava louvando a Deus.
Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judeia foram divulgadas estas coisas.
Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Que virá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.” (Lc.1:62-66)
Interessante… Quem o rodeava, ainda perguntava a Zacarias acerca do nome do menino; insistia, pois não acreditava que a ideia de Isabel, assim como a sua decisão, prevalecesse.
Mas o casal estava convicto; decidido a obedecer à voz de Deus.
Já no início do texto, refere que ambos eram justos e viviam de forma irrepreensível. Fica, então, uma vez mais, a prova da retidão e integridade do casal.
“E todos se admiraram.”
Qual o motivo desta admiração?
A maturidade na fé e na decisão.
Quando somos inconstantes, transferimos, de forma inevitável, insegurança.
Mas, quando há uma confiança da nossa parte, que se sujeita à ordem ou à disciplina de Deus, passa a existir um agradecimento; um louvor, e não queixas ou murmurações.
Quando ele escreveu, passou, então, a falar: “Imediatamente, a boca se lhe abriu…”
Zacarias poderia ter reagido: “Fiquei tanto tempo mudo…”; “Até que enfim que o Senhor abriu a minha boca…”. Nada disso!
Ele louvou a Deus!
Durante o processo em que ficou mudo, refletiu, reconheceu a sua situação e, ao escrever o nome de João, aceitou, de fato, o que o anjo lhe dissera.
A obediência é algo constante…
Aparentemente, não é uma conquista, mas reside no íntimo.
A primeira coisa que ele fez, foi abrir a boca e louvar a Deus. Porquê?
Porque ele se submeteu; aceitou a correção. E, além de aceitar, obedeceu, colocando o nome já designado para o filho.
Assim também, quando obedecemos, escolhemos submeter a Deus o nosso direito de escolha.
A obediência, significa que não ajo mediante a minha vontade, mas submetendo-me ao que é correto; justo. Ao que Deus me pede.
“…e, desimpedida a língua, falava louvando a Deus.”
Agora sim, não havia nada que o impedisse de falar e, consequentemente de louvar a Deus.
Quando existe um resultado da obediência, passamos a agradecer espontaneamente.
Zacarias e Isabel jamais foram obrigados a obedecer; foi algo natural por parte do casal.
“Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor…”
Quando obedecemos; aprendemos a lição de nos submeter a Deus e permitimos que Ele oriente as nossas decisões. Por conseguinte, as pessoas ao nosso redor também ficam possuídos de temor; causa-lhes espanto e admiração, pois não é algo normal.
A obediência pressupõe um espírito de temor que se transmite, naturalmente, aos demais.
No momento em que estamos dispostas a obedecer, tornamo-nos radicais; definidas. Fazemos tudo para agradar a Deus, ainda que, em consequência, se desagradem a terceiros.
A obediência está exclusivamente interessada em agradar a Deus.
“…e por toda a região montanhosa da Judeia foram divulgadas estas coisas.”
Que coisas eram estas?
Que Zacarias estava mudo, mas, não obstante a sua condição, estava definido, assim como a sua esposa… Aparentemente, não haveria algo de extraordinário.
Mas o que chamava a atenção, era o espírito que aquele casal transmitia, mesmo sem palavras.
E você, amiga?
O seu espírito é o que divulga a respeito da sua fé? É o que evangeliza; que salva… ou leva ao precipício a outra pessoa?
O temor traz a resposta onde ninguém pode chegar.
O que as pessoas divulgavam a respeito deste casal, ninguém conseguia explicar, mas a vida de ambos, transmitia naturalmente, a grande diferença.
“Todos os que as ouviram, guardavam-nas no coração…”
A fé faz-nos ser diferentes.
Perante pessoas que reagem desta forma, sentimos segurança e questionamos a nossa própria insegurança.
Se estamos decididas e definidas, as pessoas admiram e guardam o motivo dessa definição.
O mais forte, não é a pessoa estar segura de si, pois até o orgulhoso está decidido em não mudar o seu pensamento. Mas aquele que está sustentado e que se baseia na Palavra de Deus, e não nos seus sentimentos e vontades, está livre de qualquer dúvida e acusação.
Está livre, pois não se preocupa em agradar a ninguém, senão a Deus.
Aqui está a diferença!
Priscila Gomes
Janeiro 12, 2013 às 13:45
quero ser pra Deus, este sempre foi meu desejo, embora muitas vezes erro na minha maneira de ser,mas creio que estou sendo aperfeiçoada na quarentena.
Joana Albuquerque
Janeiro 12, 2013 às 4:09
Olá Dn. Vivi e Dn. Luisa
Vejo a Obediência como uma palavra chave que se vivida, abre portas e caminhos extraordinários, que nunca imaginamos. Ao ouvir a msg de hoje, lembrei de uma situação que passei a alguns meses atra,s em que tive que escolher entre obedecer a Deus ou a minha vontade. Meu coração gemeu, mas decidi sacrificar meu querer para ter minha conciência limpa diante de Deus. Entes queridos ficaram até mesmo espantados diante da minha decisão. Mas depois desta escolha a minha fé (confiança) cresceu ainda mais, senti uma alegria, pois sabia que Deus estava ali comingo, o fardo foi leve… e logo, sem menos esperar Deus apareceu com uma resposta grandiosa que nem tinha pedido ou imaginado. Sei que situações assim, sempre virão, e agradeço a Deus por isso, pois nos da a oportunidade de verificar nossa situação e agir a fé de maneira inteligente.
Um Grande abraço, que Deus as abençoe cada dia mais!
Elisabeth Alge Esteves
Janeiro 11, 2013 às 23:00
Bom dia, D. Viviane
Quando eu invisto o meu tempo na meditação da Palavra de Deus, estou investindo na minha fé, na minha vida, aprendendo a me valorizar nos parâmetros de Deus.
Nesta Quarentena ficou claro que quando existe uma definição, existe obediência, uma constância, uma confiança, uma certeza, existe fé inteligente!
Bjs!
Rossana Assaiante
Janeiro 11, 2013 às 11:12
LIBERDADE, é a palavra de hoje. O engraçado é que passamos uma vida inteira sem nos darmos conta que somos escravas dos sentimentos de duvida, de medo, de ansiedade, de preocupaçao com o que os outros pensam e assim por diante. Sò mesmo quem està realmente colocando em pratica cada ensinamento desta quarentena, està conseguindo descobrir qual é a diferença de uma vida escrava dos sentimentos e a verdadeira liberdade que Deus nos tem preparado. Nao é facil, requer obediencia a Deus e disciplina da nossa parte, mas os frutos compensam todo o esforço.
Nayana - Brasília DF
Janeiro 10, 2013 às 13:36
Eu passei a minha vida inteira com dificuldades em ler a Bíblia, e através dessa quarentena eu nunca mais lerei da mesma forma. Agora eu estou entendendo o que Deus deixou escrito para nós, pois estou conseguindo vislumbrar os mais difíceis mistérios de forma simples, na prática e estou vendo a humanidade dos personagens e não mais como se eles fossem perfeitos e inalcançáveis. Deus deixou a receita do bolo, pois todos temos os mesmos repetitivos sentimentos e reações diante das repetitivas circunstâncias da vida. Agora a Bíblia virou um manual para mim e não tenho mais raiva de ler e não entender nada. Obrigada!!! Muito obrigada! Deus abençoe muito vocês, em todos os sentidos!
Rosana Manuel - Almada
Janeiro 10, 2013 às 9:33
Bom dia Viviane e Luisa!
Chamou – me a atenção quando menciona que a obediencia não é o que eu quero e sim o que Deus nos pede, Deus não nos pede o fácil, é algo que nos custa.
Mas quando existe essa sede, muitas vezes temos que desagradar a terceiros para agradar a Deus.
Jinhos