Quarentena – 16º dia
- 7
- Jan
- 2013
“Sentimento gera sentimento.”
Viviane Freitas
“Então, disse Maria:
A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva.
Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas.
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos.
Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes.
Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.
Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais. (Lc.1:46-55)
Esta oração de Maria, envolve o que está no seu íntimo.
Na Bíblia, existem três tipos de comunicação: Quando Deus fala; quando o homem fala, e quando o diabo fala.
E, neste caso, quem fala, é Maria.
Ela não estava envolvida pelo Espírito Santo, mas expressa-se através das suas próprias palavras.
Com certeza, Maria não era alguém popular, até porque, naquela altura, a mulher não tinha qualquer valor.
Mas, a partir do momento que gerasse o Senhor Jesus, o Filho do Altíssimo, passaria a ser considerada na História; todos saberiam da sua existência, pois fora escolhida a “dedo” por Deus.
E ela reconheceu isso…
Com as suas próprias palavras, evidencia o que Deus fizera no seu interior, embora não se considerasse “digna” o suficiente, para o efeito.
“A sua misericórdia vai de geração em geração…”
Porque Maria diz isto?
Porque não se considerava perfeita!
Quem refere a misericórdia de Deus são os que estão atentos ao seu íntimo; que veêm, e reconhecem, os seus próprios erros e falhas.
Quando olhamos para o nosso interior, percebemos o quão dependentes, precisamos ser, de Deus, assim como gratos para com Ele.
Maria já era grata “…porque o Poderoso me fez grandes coisas…” Mesmo sem ter acontecido nada de visível na sua vida.
Mas, só o fato de ela carregar no seu interior, o próprio Deus – o Senhor Jesus – o via como algo inexplicável.
Quando temos um encontro com Deus… Quando O temos no nosso interior, exultamos e contemplamos. Damos graças por tudo o que Ele faz, e tem feito, na nossa vida.
“…dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos…”
Deus vê o que está no seu interior… Se alimenta aquilo que os seus olhos vêm ou se rege a sua vida pelo “sentir”, como temos falado…
O que as pessoas não vêm, Deus vê; Ele sabe o que você nutre, no íntimo.
O que se tem destacado em si? O que ocupa o seu dia-a-dia?
Vive em função das outras pessoas? Baseia-se nos bons ou maus exemplos, alheios?
Sempre há algo que prende demasiado a sua atenção: Pode ser um sentimento; o passado; um trauma…
Às vezes, quer defender-se; justificar-se… Mas não quer confiar!
No entanto, Deus só age valorosamente, quando dependemos d’Ele. Quando não passamos “à Sua frente”, receando que Ele não cumpra com o prometido.
Na verdade, desta forma, não se crê! Isto torna-se em preocupação; dúvida…
“Derribou do seu trono os poderosos…”
Aqui, Maria vê Deus derribar o trono dos poderosos!
Seja qual for considerada a ameaça… Contempla Deus! Confia n’Ele! Não justifica, não toma a justiça nas suas mãos, mas deixa nas mãos de Deus.
“Encheu de bens os famintos…”
Porquê os famintos?
Porque aquele que tem sede, no seu interior, por ser justo para Deus, não se justifica para o “homem”. Normalmente, este é o rico, que tem que sair, sempre, a ganhar com as suas palavras.
Mas, aquele que confia em Deus, tem paz…
Não há que justificar; dizer seja o que for… Deus proverá!
“Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.”
Repare como Maria via Deus…
Há pessoas que, no seu íntimo, dizem: “ Estou a viver uma injustiça; os poderosos abafam-me…” E, assim, não confiam em Deus.
Mas quem confia e vive na dependência de Deus, aprecia-O, independentemente de qualquer coisa; tem bons olhos.
Deve prestar atenção na conduta; nas atitudes. Observe porque Deus escolheu Maria… Olhe a gratidão; o engrandecimento; a exultação a Ele.
Israel havia cometido muitos erros, e Maria viu-O como misericordioso; que ampara; tem paciência.
Deus cumpre sempre o prometido, mas Maria não precisou vê-lo para crer. Não era o fato de carregar o filho de Deus, que a fazia louvar.
As palavras apenas refletiam o seu íntimo…
“Porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Mt.12:34)
Sandra Raquel
Março 25, 2013 às 10:38
D.Viviane uma das coisas que eu ainda estou aprender é a valorizar-me aos poucos e poucos, porque nunca me valorizei a mim mesma e por mais me elogissem por ser bonita, havia outras que me riticavam e deixavam-me a baixo. Hoje percebo o quanto valor tenho para Deus, um valor poderoso. Esta mensagem fez-me ganhar força interior para dizer Náo aos pensamentos do diabo e através do meu valor derrubá-lo. Eu náo sou perfeita nem nunca vou ser, porém Deus me vai capacitar sempre que sou capaz de ir mais além. Eu nunca me valorizei, mesmo frequentando o centro de ajuda o mal embutia em mim que eu era a mais triste da família e que náo iria conseguir. Hoje sei que tenho valor.
Bjinhus
ana rosa Gomes
Março 25, 2013 às 10:36
Para mim não éstá sendo fácil dominar o sentimento, mas, tenho que estar sempre vigiando e tomando atitudes na base do raciocínio. Creio que vou crescer nesse sentido e vou ser mais resistente aos sentimentos. Tenho que começar a olhar só para Deus porque ele é o único que me valoriza.
Alzira Antunes
Março 25, 2013 às 7:34
Maria não considerou a situação em que se encontrava de perigo mas ela ficou grata por ter sido escolhida.
Muitas vezes fui escolhida, mas fiquei a olhar para a dificuldade, para as circunstancias e por isso não apreciava a magnitude da benção. Mas agora vai ser diferente, vou encarar com bons olhos o desafio que Deus me deu e ser grata por ter sido escolhida, pois estou certa que vou agradar a Deus.
Alésia
Março 25, 2013 às 5:42
Bom dia a todas,
Quando uma pessoa se guia pelo sentimento, ela caminha rumo à destruição. Porquê? Porque o sentimento é incerto, da mesma forma que posso estar ardentemente apaixonada por alguém é da mesma forma que posso odiá-la… Então a cada passo com ele, é um passo para a auto-destruição, não só porque a pessoa se desvaloriza mas porque ela vai-se enchendo com coisas que em nada lhe irão acrescentar e como não vai dar certo a frustração a domina. Uma pessoa demasiado sentimentalista não se domina, pois é uma marioneta nas mãos daquilo que foi criado para a derrubar, e, a sua passividade diante do problema não a deixa avançar!
Enquanto que aquele que depende de Deus, vive na certeza e caminha para “arrebentar” onde quer que vá, e não para ser arrebentado (seja pelos outros por meio de palavras e olhares, pensamentos, sentimentos, medos,…)! Maria era assim porque ela via Deus tal como Ele era, e não do jeito que lhe convinha ver, por isso é que o sentimentalista se confunde: ele vê Deus como quer ver, como Alguém que tem de fazer tudo por ele, como um empregado. E como isso nunca vai acontecer ele se frustra.
Então, nesse dia da Quarentena eu percebi que duas são as escolhas (conscientes e até inconscientes) que o ser humano pode fazer: depender de Deus ou depender dos sentimentos/circunstancias! A escolha cabe a cada um e a vitoria ou derrota, também…
Na fé,
Beijinhos
Eloisa Pina
Março 23, 2013 às 22:53
Olá D.Vivi e D.Luísa!
Neste 16º Dia da Quarentena pude reflectir sobre a importância das palavras. Muitas vezes se fala sem pensar (eu o fazia nas minhas orações, por falar com Deus de forma religiosa e nem me apercebia), assim que aprendi que tinha que raciocinar no que dizia a início foi difícil mudar, mas depois tornou-se algo natural.
Nesta passagem bíblica Maria falou o que estava no seu interior, as palavras fluíram do seu intelecto, enfim ela foi genuína. Maria é um exemplo para mim pois fez a diferença por ser sincera, humilde e grata por tudo o que Deus iria fazer na sua vida embora ainda não pudesse ver.
Na Revolta
Miquelli
Março 23, 2013 às 13:48
Olá D.Viviane, realmente a fé que Maria teve não poderia de maneira nenhuma ser uma fé emotiva, foi uma fé racional e essa fé é admirável, me coloco no lugar de Maria e sinceramente não sei exactamente qual seria a minha reação diante dessa situação. Outra coisa que me chamou a atenção na quarentena de hoje foi o justificar-se, porque por muito tempo eu me preocupei com o que os outros pensavam de mim, mesmo depois de ter nascido de Deus mas hoje isso é algo que já ultrapassei, hoje me preocupo com o que Deus pensa de mim, mesmo quando há mal entendido, já não me preocupo, e no final o próprio Deus faz justiça! Obrigada por mais um dia da quarentena!