Minha Amiga: Nº1 – Como é a amiga?

Viviane Freitas

  • 14
  • Out
  • 2015

Minha Amiga : Nº1 – Como é a amiga?

  • 14
  • Out
  • 2015

Acompanhe a continuação deste tema na próxima quarta-feira…

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1.378 comentários

    Bondai dona Viviane eu sou de Holanda estou ouvir mesagem de minha toda semana estou a prender a amar me mesmo que Deus abençoe a senhora cada dia mais

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    Bom dia!

    O meu maior medo é falhar como mãe, daí pedir a Deus diariamente sabedoria para educar o filho que Ele meu concedeu.

    A minha infância foi triste, por vezes muito triste embora o mundo pensasse que era feliz… sempre um sorriso no rosto! Fui crescendo vivendo a minha vida em função dos outros, sempre pronta a ajudar, sempre disponível… no fundo era para evitar pensar em mim, no meu eu… hoje entendo assim…

    Bem, vou começar…é a primeira vez que o faço desta forma. Só de pensar no que vou escrever já fico emocionada e com a lágrima no canto do olho…

    Apesar de ter 3 irmãos, a minha infância foi vivida com a minha irmã que é um ano mais velha do que eu (os outros dois, nasceram quando já tinha 11 anos).
    Eu cresci a ouvir comentários/comparações que a minha irmã era mais inteligente, mais esperta, mais bonita, mais jeitosa,… era morena e eu uma branquela. A minha irmã era tudo isso… e eu era a “boazinha com um coração de ouro”.
    O meu pai não conseguia disfarçar a sua preferência pela minha irmã…certa vez ouvi ele a comentar para um familiar que eu não era burra, mas não era tão esperta como a minha irmã. Até esse familiar se sentiu constrangido na altura, mas ele não se apercebeu…e eu já 18 anos.
    Tudo isto contribuiu para me tornar numa pessoa insegura, com baixa auto-estima, e sem objectivos… daí focar-me sempre nos outros…
    Para piorar todo este cenário aos 7 anos, nas férias escolares, fui vitima de pedofilia por parte do meu avô… Guardei este terror para mim durante anos e anos. Todos gostavam e admiravam esse avô…
    Então a partir dessa idade dei por mim a chorar muitas vezes sozinha, revoltada, amargurada,questionando a Deus porquê? Se eu até era assim tão boazinha como todos diziam… Foi tentando silenciar essa dor, esconder isso dentro de mim… Até chegar ao 12º ano, quando decidir contar à psicóloga da escola…. ela ouviu-me, e no final deu a entender que poderia ter sido imaginação da minha cabeça… Jurei para mim mesma que jamais voltaria a contar este assunto. Não foi fácil… mais uma vez voltei a tentar silenciar a minha dor… Tracei o meu projecto de vida. Nunca me casar, mas dado adorar crianças, iria adoptar um filho… simples!!!
    Entretanto dado à minha falta de visão, entrei na universidade no curso de enfermagem porque a minha irmã já tinha previamente pensado nisso (desistiu por falta de coragem… e a psicóloga também insistiu que seria uma boa saída…).Aos longo do curso fui-me apaixonando por enfermagem e hoje gosto daquilo que faço! Ah, acabei com boa média:)
    No 3º ano do curso os media falavam muito em casos de pedofilia que tinham sido descobertos, atrás disso anedotas sobre o tema, enfim…
    mais uma vez… uma turbina de sentimentos… dava por mim no final das aulas a ir a correr para casa enfiar-me no chuveiro e esfregar o meu corpo sem fim … sentia-me suja, como podia passados tantos anos?! Foi então que surgiram as crises de pânico…. estava bem e de repente tinha uma angustia enorme dentro de mim, um aperto que me sufocava… tinha a nítida sensação de morte naquele momento. Estes episódios ainda duraram uns meses…
    Em 2006 conheci o meu ex-marido (divorciado)… com 27 anos, muito ingénua, nunca tinha namorado…. fruto talvez da infância… Ele conseguiu aumentar a minha auto-estima, sentia-me valorizada. Aos poucos quebrou a casca dura que me cercava… contei-lhe a minha infância e ele foi muito compreensivo… quando dei por mim já namorava, passados 6 meses casei (queria muito casar virgem…). considerava-me a mulher mais feliz do mundo!!! A mais amada, todos os dias… entretanto tivemos um filho, muito desejado por ambos…
    Quando o meu filho tinha 2 meses(2008), o meu ex-marido, às 6h da manhã, saiu de casa dizendo que não sabia o que sentia por outra pessoa, e que eu não merecia isso… nunca mais voltou…
    Foi aí que o meu chão desmoronou por completo… o meu casamento perfeito estava desfeito… o meu filho foi sem duvida o motivo para não acabar com a minha vida… Nesse mesmo dia, foi ao Centro de Ajuda, e nunca mais saí!!!
    Não foi fácil, foi duro e muito… mas Deus honrou a minha fé e entrega a ele e mudou a minha vida. A Sandra já não é mais a mesma… hoje sou feliz comigo mesma, tenho paz interior, segurança. Considero-me uma vencedora, uma guerreira!!! Sou determinada, tenho objectivos e sonhos! Olho no espelho… e gosto do que vejo! Sei o meu valor!
    Entretanto casei… sou feliz!
    Portugal

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    Oi Dona Vivi, meu maior medo e confiar em alguém. Sempre tive muitas decepções nas amizades por isso eu me tranco falo com muita gente mais confiar são poucos.
    Amooo ouvir seus áudios me ajuda muito.
    Bjoos
    Palmas/TO.

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    Olá d Vivi eu escrevi sobre a minha infância, como a senhora disse escrevi as coisas que mais me marcaram e descobri que tinha algo que eu sempre carreguei comigo e nunca tinha dado conta.
    Eu e minha irmã gemea nascemos em África e viemos para Portugal aos 11 anos e como o ensino lá era mais atrasado do que Portugal, na escola nos tinhamos imensas dificuldades, na fala, na escrita e etc.. Era complicado nos entenderem e vice versa, os nossos colegas gozavam muito connosco, foi uma fase bem complicada.
    Meditando nisso eu vi que agora aos 19 anos eu ainda carregava marcas desse passado, tem situações em que eu fico receosa de participar, de dar a minha opinião porque fico com medo de errar. Ainda estou a estudar e na sala de aula tem vezes que eu me acho a mais burra, porque não tive a base de ensino que os outros tiveram. E não fica só por aí esse sentimento de inferioridade por ter vindo de uma ilha da África me fez viver muito tempo a pensar que eu não sabia me vestir, que eu não era o suficiente e que eu tinha que obrigatoriamente ser Europeia o mais rapidamente, tudo o que eu pudesse mudar melhor, cabelo, estilo, fala, eu queria ser como as mulheres Europeias. Agora eu parei de alisar o meu cabelo porque isso tem o matado, então estou a usar o meu cabelo mais o natural possível, tenho cuidado dele com o maior carinho e o aceitado coisas que eu nunca fiz, eu confesso que tem doido muito, porque eu vejo as outras pessoas e amigas com aquele cabelo liso e bonito e eu quero ter igual, mas eu tenho matado o meu eu e me amado do jeitinho que sou.
    Mil beijinhos e muito obrigada pelos audios..

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    O meu maior medo é não saber lidar com o tempo, não agradar a Deus na organização do dia, e com as responsabilidades que me são confiadas. Tenho me sentido culpada, e até frustrada certas vezes quando não consigo lidar com minha agenda.

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    Oi dona,sou a Juliana de Curitiba -PR, e eu sempre fujo dos meus sentimentos, quando estou gostando de alguém ou sei que alguém está interessado em mim,fico tão nervosa e insegura, acho que o motivo é porque nunca me valorizei em um relacionamento e sempre sofri ao me envolver com alguém.

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