Quarentena – 21º dia

Viviane Freitas

  • 14
  • Jan
  • 2013

Quarentena – 21º dia

  • 14
  • Jan
  • 2013


“…para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel.” (Lc.1:79,80)

Quando Deus faz referência ao “alumiar aos que jazem nas trevas”, compreende algo escuro. E ao que podemos comparar?

À nossa alma, que se revela igualmente “escura”, quando não entendemos os nossos comportamentos ou quando agimos de uma forma que nós próprias desaprovamos.

Quem jaz nas trevas – na escuridão – significa que não tem ânimo, sequer, para abandonar o seu estado; a sua debilitante e degradante condição. Porque não vê esperança. Está tudo escuro; sem direção… sem uma única “luz”.

A sombra da morte, sugere que há uma força, uma pressão que incita ao precipício.

Você e eu, neste momento, estamos a ser iluminados nas trevas… Entende isto? Deus está a iluminar-nos em relação aos erros que possamos estar a cometer.

Deus, com a Sua Palavra e o Seu Espírito, nos ilumina.

Deixe-me que lhe diga: Eu não estou “perturbada”, mas ainda tenho muitas coisas para descobrir; não está tudo perfeitamente esclarecido. Há situações que me falta descobrir como resolver.

E, por vezes, ficamos algo frustradas, porque não sabemos como agir…

Mas a luz de Deus funciona para todas nós, que reconhecemos precisar da mesma, para iluminar os nossos caminhos.

Deus dá-me a luz, a partir do momento que a procuro. E isto, porque assumo o meu desejo e dependência, em relação a Ele.

Porque eu não sou perfeita!

Enquanto estiver neste mundo, terei imperfeições.

Até ao momento em que o meu corpo for glorificado, não deixa de ser um corpo cheio de falhas e erros, que me faz necessitar desta Luz, constantemente!

Normalmente, as pessoas entendem por estar “em trevas” como se fora endemoninhada… mas não! Refere-se também àquela que precisa de uma direção; da Luz, para orientá-la a todo o momento.

Um exemplo: Às vezes, atravessamos situações que, muito embora não nos deixem tristes e abatidas, continuam por resolver. E precisamos, neste momento, de uma direção; uma luz, para nos conduzir à solução!

“O menino crescia e se fortalecia em espírito.”

O que é o nosso espírito?!

É o intelecto; o que nos permite pensar.

Quando desenvolvemos a forma de raciocinar no sentido na nossa fé – de como agimos – estamos a fortalecer-nos no espírito, pois, imediatamente, detetamos a raiz do problema e lutamos contra o mesmo!

Por vezes, são os maus pensamentos que nos atacam…

Sabe o que eu faço, que os afasta de imediato? Eu declaro: “Jesus eu te amo!; Obrigada por tudo.”

Eu combato aqueles pensamentos que são do inferno, e glorifico a Deus, afastando-os, assim, naturalmente.

O diabo vem para nos acusar e culpar de certas coisas, mas quando o combatemos e glorificamos a Deus de sincero coração, então, nos fortalecemos no espírito.

Não era Deus que fazia o menino crescer e se fortalecer. Mas ele próprio, combatendo o bom combate, na mente, no corpo, no espírito…

“E viveu nos desertos…”

Um menino… uma criança!

Consegue perceber?

Você pode ser uma “criança” na fé, mas se agir racionalmente; se ficar atenta à investida dos “sentimentos: “Porque estou a sentir desta forma?”; “Qual é o problema?; “Eu quero saber qual é a raiz…”. Então, vencerá tudo e se fortalecerá no espírito!

João Batista amadureceu nos desertos. E quem vive no deserto?! Ninguém…

Igualmente, você e eu, amadurecemos nos desertos da vida. Não é apenas lendo ou meditando, mas justamente na hora que estamos com problemas. No momento em que nos deparamos com o imprevisto e a dificuldade.

É aqui que desenvolvemos… Ao manifestar a nossa fé, provando que, realmente, estamos prontos para assumir a nossa crença em Deus.

O que resolve é detetar e ser forte; desenvolver! Enfrentar as dificuldades, vencendo uma após a outra…

Desta forma, permaneceremos no espírito e seremos independentes para detetar o que deve ser feito!

“…até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel.”

Cá está, uma vez mais, a importância do tempo… de saber esperar, em Deus, o tempo certo!

Às vezes, estamos assim: “Eu tenho de falar sobre o que Deus está a falar comigo…”. Eu também era assim!

Mas devemos respeitar o tempo! Não precisamos viver na ansiedade.

Tudo acontecerá no seu devido tempo… Naturalmente!