Palavras que Vão Além

Silvia Alvarenga

  • 2
  • Nov
  • 2012

Palavras que Vão Além

  • 2
  • Nov
  • 2012
“Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” (At 2:40,41)

Não damos testemunho quando falamos dos demais ou de uma história que aconteceu no passado, mas quando vivemos aquela palavra e tiramos virtudes para a nossa vida.

Pedro dava testemunho da vida dele e exortava.

Mas exortava-os porquê?

Porque Pedro viveu dramas, inerentes à sua fé religiosa. E com esta autoridade de persuadir os ouvintes, ele falava, pois era inevitável agir normalmente contra uma adversidade que tanto o aprisionou. É em função disto que dizia: Salvai-vos desta geração perversa.

Eu sei do que Pedro falava, porque me identifico exatamente com ele e com a sua forma de trabalhar.

Não dá para permanecer no silêncio, enquanto almas estão a ser ceifadas diante dos nossos olhos. Há que fazer alguma coisa.

Então… Aqueles que aceitaram a palavra, foram batizados.

Isto significa que existem aqueles que não aceitam. E a suas vidas ficam estagnadas.

Mas para aqueles que aceitam… Existe um acréscimo no Reino de Deus e na obra. Pois, na mesma medida que existe um impacto na sua vida, causam igualmente um impacto na vida dos demais.

As palavras daqueles que experimentaram vida e uma transformação, são diferentes e impactantes. Causam revolução, como aconteceu outrora.

E as suas palavras, são “crentes”? Uma repetição do que já ouviu?

Vou ser bem sincera: Há crentes e cristãos.

Os cristãos, que realmente seguem ao Senhor Jesus e estão vigilantes, trazem sempre novidades. Têm um espírito novo e renovador.

Mas os crentes…. provocam até enjoo. Não há motivação em ouvi-los porque transmitem algo extremamente maçador e sem vida. É um discurso “quadrado”, que não revela visão ou novidade.

É uma triste realidade.

Eu pergunto o seguinte: Como têm sido as suas palavras? Vão onde ninguém chega ou são uma “mesmice”?