O projeto do mal

Viviane Freitas

  • 4
  • Jan
  • 2022

O projeto do mal

  • 4
  • Jan
  • 2022

Toda a humanidade nasce na pureza. Não há malícia e nem maldade nas ações de um bebê, ainda que a mãe seja imperfeita. Mas, com o crescimento, começam, então, a aparecer as dificuldades, e, consequentemente, a surgirem as defesas para contrapô-las. Assim, surge o mal e, pouco a pouco, ele se manifesta em nós, por meio de dificuldades, que suscitam sentimentos.

Vamos iniciar este ano falando sobre o pecado. Porque todos nós pecamos, erramos, falhamos e desviamos. Mas, como entender isso? Normalmente, quando observamos as pessoas ao nosso redor, percebemos que elas falham tanto quanto a gente. E será que isso alimenta o pecado ou faz você aceitá-lo como algo natural?

Hoje, em nossos dias, o certo está sendo levado como errado, injusto. E o errado como certo e legal. De que lado você quer ficar? Do certo, que será mal visto pela sociedade? Ou do errado, que será aplaudido?

Há quem acredite que escolhendo o certo ficará preso e escolher o errado é ter liberdade para fazer o que bem entende.

“Ora, a serpente era mais astuta que todos os animais do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” Gn 3:1

Observe o seguinte: o mal sempre usa uma situação para tirar proveito, ou seja, ganhar algo em troca. E para isso acontecer ele tem que usar palavras convincentes para a finalidade que ele quer alcançar. Em outras palavras, isto é um projeto.

Este é o raciocínio: você quer algo, mas não quer dizer a verdade. Então, você traz uma ideia cativante para a pessoa que será enganada. Consequentemente, esta ideia soará como boa e você receberá, com isso, o que deseja em troca.

Este projeto se chama “iniquidade”, que é o pecado mais grave.

É uma intenção para honrar a si mesmo de maneira astuta. E esta ideia com segundas intenções leva você a enganar alguém. Nesse engano, você desconsidera Deus, que está vendo tudo.

É assim que o mal tem se aproximado de muitos. Com a sua cobiça de querer algo em troca, ele inventa uma história ou diz meias-verdades para que isso possa ser atraente aos ouvidos de quem ouve.

Vale observar que o mal usa suas próprias armas: astúcia, esperteza, maneira de agir de modo maldoso.

Por isso, você deve ter cuidado com as suas intenções, com a maneira que você age.

E não pense que você é uma boa pessoa e que não quer o mal de alguém, agindo desta maneira. Você pode até achar que isso é verdade, mas o coração é perverso, como diz a Bíblia (Jeremias 17:9), quem o conhecerá?

Já pensou confiar em alguém que engana você? Pois é, assim é o coração.

Então, não se iluda. Você não é anjo. Você e eu somos almas, que precisam ser salvas com o exercício da fé, que não é sedentária. A fé demanda vigilância e atitude. É a vigilância que vai fazer você perceber qual é a sua intenção nas coisas que você faz.