Medo

Viviane Freitas

  • 20
  • Abr
  • 2013

Medo

  • 20
  • Abr
  • 2013

O medo é algo que todos nós sentimos. Mas quando vem, nunca é fácil de encarar.

O que fazer quando uma situação nos quer trazer medo? Vou contar uma experiência que enfrentei, e como venci esse medo.

O meu filho mais velho, Brian, tinha acabado de nascer, e com alguns meses começou a ter febres constantes sem nenhuma razão aparente. Então, o levamos ao médico. O médico disse que ele tinha refluxo vésico-ureteral, um dos seus rins estava menor do que o outro. O refluxo estava a causar infeções, e iria dar problemas sérios no futuro. Ele disse que seria melhor operá-lo, por causa do risco de infecções.

Foi algo tão inesperado! Fiquei triste, chorei, revoltei-me, e o medo era forte no meu coração. Eu pensei: o meu primeiro filho, recém-nascido, e já naquela situação?! Comecei a orar e pedir a Deus a cura, mas ao mesmo tempo o medo já havia tomado o meu coração. Eu até lia na Bíblia sobre o povo de Israel, que viu as maravilhas de Deus, mas que sempre duvidavam d’Ele; estavam sempre com medo se iam ter o que comer, beber, mas Deus sempre cuidava deles. Eu pensava: não posso ser como este povo, tenho que confiar. Quantas pessoas eu não havia dado orientação e já tinha determinado a cura delas? A quantos testemunhos já não tinha assistido? As palavras que lia, animavam mais o meu coração, mas as palavras do médico ainda me traziam medo. Eu tinha que tomar uma decisão!

Como pode uma esposa de pastor ter tanto medo? Onde estava a minha fé?

Então lembrei-me, que logo que cheguei à igreja, a minha família tinha vários problemas, mas o pior deles era que o meu irmão sofria com convulsões. O médico classificou como ataques de epilepsia, mesmo sendo bebé. Lembro-me que o médico disse que os seus ataques podiam acarretar consequências permanentes. Recordo-me da minha mãe, sentada no sofá da casa, a chorar, dizendo que não sabia o que fazer. Nós já estávamos na igreja, eu tinha apenas 11 anos e o meu irmão tinha 1 ano. Eu disse: “Vou levá-lo à igreja e Jesus vai curá-lo hoje.”
Vesti-lhe a roupinha, e os sapatos trocados nos pés, e disse: “Mãe, estou indo à igreja.” A minha mãe continuava a chorar.
Estava a caminho da paragem de autocarro, quando ouvi os gritos da minha mãe atrás de mim: “Minha filha, espera.” E fomos para a igreja. Ela não teve tempo nem de calçar os sapatos; foi de chinelos “havaianas” para a igreja.
Chegando lá, o pastor disse: “É isso aí minha filha, não tenha medo, Deus vai fazer a obra.” Aquilo despertou a fé da minha família, e poucas semanas depois ele estava curado. Hoje tem 20 anos e nunca mais teve um ataque. É completamente saudável.

Ao lembrar-me, disse: ”Cadê essa fé que tinha, quando criança, que não deixou o medo vencer-me?”

Não aceitei. Corri para o altar, pedi perdão a Deus por duvidar. Senti-me a pior das pecadoras por duvidar que Deus podia fazer o que Ele prometeu. Depositei toda a minha confiança em Deus, e fiz um voto de nunca mais duvidar das Suas promessas. Quando saí do altar, não havia mais medo no meu coração, somente uma paz que Deus era comigo! Estava disposta a fazer o que fosse necessário, até a cirurgia, caso o meu filho precisasse, e Deus guiaria os médicos.

Uma semana depois, fomos ao médico para fazer mais exames, e ele disse que os rins estavam do mesmo tamanho; já não tinha mais refluxo.
Deus o havia curado. Que alegria, Deus só estava esperando que eu confiasse 100% no Seu poder.

Depois desta experiência, já passei por vários momentos difíceis em minha vida, mas hoje, quando vem o medo, tenho uma certeza absoluta que, quando eu me lanço nas mãos de Deus, sei que Ele me vai segurar!

Se está a ler este post, e está a passar por um momento difícil, tem que se lançar no Altar de Deus. Creia: Ele será contigo!
“Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.” (Salmos 37:25)