Faço Amor ou Não com Ele?

Viviane Freitas

  • 21
  • Mar
  • 2011

Faço Amor ou Não com Ele?

  • 21
  • Mar
  • 2011

Que pergunta, hein! Para quem é solteira e vive esta questão ou dilema diariamente

confrontando primeiramente as suas carências e necessidades, fica ardendo de paixão por dentro mas quando coloca a cabeça no travesseiro, ou em um momento tranquilo, e a consciência fala bem alto:

“O que será de mim quando eu me entregar à ele?Será que serei a mesma? Será que vou mudar para melhor ou para pior? E o amanhã, como será?”

A resposta a essas indagações vêm com toda rapidez dizendo: “Mas se eu não me lançar nos braços dele, ele vai buscar outra mulher! Serei a boba na história! É melhor mesmo prende-lo antes que seja tarde demais!”

A sensação de aventura, os filmes, e a sociedade instigam a uma resposta imediata, impensada. É… se todo mundo faz, por quê vou ficar para trás?

Realmente, nos dias atuais, quem não faz é careta! Mas afinal, a quem devo prestar contas da minha vida? A sociedade? As amigas? Quem vai arcar com as conseqüências para o resto da vida, sou eu! Não é? Então por quê ir pelo que diz a sociedade?

Eu não creio que seja útil para uma adolescente entregar-se. Ou uma mulher adulta, que vive descompromissadamente, sendo usada e jogada fora. Cadê o valor?

Se a sociedade não valoriza, não me importo. Vou mesmo contra a opinião da sociedade, porque quero um futuro estruturado. Dou importância ao meu pensamento, que me traz estabilidade para dia de amanhã, sem medo, sem receio de satisfazer o meu desejo ardente.

Quem já deixou-se ser usada, ou já se entregou à uma pessoa que ama, mas com quem não tem um compromisso, não pode esperar ou exigir muito do outro, porque ambos estão livres para fazer suas escolhas. Podem ser livres para gostar ou sentir atração por outras pessoas. Podem ser livres de uma hora para outra, enjoar-se e deixar aquela tão “fulminante paixão” para trás.

Minha história de amor é maravilhosa! O único homem a quem me entreguei no dia do meu casamento me realizou desde aquele momento, como mulher, como também como pessoa. No princípio eu tinha muito ciúmes dele mas, com pouco tempo de casada (1 a 2 anos), aquilo foi eliminado. Pude constatar que o mesmo homem fiel que encontrei antes de me comprometer, que me respeitou, ainda leva essa personalidade intacta, de fidelidade, até hoje. Tive e obtive essa segurança, porque nós esperamos até o momento do nosso casamento.

Mas não quero dizer com isso que foi fácil! Não!!! Teve momentos em que sentia uma louca necessidade de entregar-me, mas foram naqueles momentos em que demonstramos um respeito mútuo, uma dignidade. O mais profundo é que isso revelou que tipo de pessoas éramos. Ficou evidente como reagiríamos no meio de um turbilhão de sentimentos avassaladores.

Agora imagine, se tudo fosse o oposto daquilo que escrevi, quantas mulheres ou maldades haveria na cabeça dele? E na minha? Um como o outro teriam exigências maldosas, porque havíamos vivido toda uma vida de bagunça e liberdade? Como ele seria capaz de trazer-me confiança em sua declaração de fidelidade? Em um dia apenas? E assim vice-versa.

Desconfiança, ciúmes e nosso passado estariam presentes em nossas vidas, porque não teríamos moral na história que travamos outrora (passado).

O homem ama conquistar o que é difícil! É a natureza dele..

Já sabe, não é?

Quer deixar ele loucamente apaixonado?

Não se entregue! Explicitamente quero dizer: Não faça amor!

Tenha esta meta na sua vida, porque quem realmente merece a sua entrega total, tem que provar quem. É através dos sentimentos avassaladores que vemos quem está disposto a renunciar por amor e respeito por você, até ao dia em que se comprometa contigo. Aí sim você vai descobrir a verdadeira intenção desse namoro e dessa paixão. É momentânea ou perpétua?

Quando vivenciamos as dificuldades, conhecemos bem melhor e mais profundamente quem somos realmente. Até então, tínhamos uma idéia da nossa pessoa, mas a dificuldade vem simplesmente para quebrar a ilusão que alimentávamos.