De Filhos para Pais: Eu planto, tu plantas, ele planta… nós colhemos!

Andreia Petrucci

  • 7
  • Out
  • 2014

De Filhos para Pais : Eu planto, tu plantas, ele planta… nós colhemos!

  • 7
  • Out
  • 2014

Quantas vezes já ouviu a expressão: “Quem fala planta e quem ouve, colhe?”



Pois é, sábio provérbio ou não, a verdade é que não é apenas quem fala que planta, mas a cada momento, podemos cultivar boas ou más sementes, seja por intermédio de pensamentos, palavras, reações ou atitudes. Agora, compete a cada um de nós, escolher quais “alimentar”, pois é das mesmas que colheremos os respetivos frutos.

Os pais, como cuidadores e protetores, naturalmente transmitem bons ensinamentos aos seus filhos. Pelo menos assim deveria ser. Até hoje, guardo do meu pai princípios básicos, que alimentei e cuidei, e que ainda me servem de exemplo. Se existiram erros e falhas? Sem dúvida, como é inerente a qualquer ser humano, mas as bases foram lançadas.

‘Mas aquele que está sendo instruído na palavra faca participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.’ (Gl.6:6-7)

Não é apenas respeitar quem nos ensina, mas perceber a importância e o investimento por parte de quem nos instrui, através da prática desses ensinamentos; é dar frutos dignos de quem não vive à toa, sem direção. E isto serve tanto para pais, quanto para filhos.

Tudo tem o tempo determinado, como plantar e colher. Assim para nós, o ensinamento que recebemos não deve ser “anti-natural”, como receber e reter… Deve produzir os frutos, correspondentes à “semente” que foi plantada.
Todas as mensagens que ouvimos em casa, com os pais; na Igreja, por intermédio do pastor ou através dos nossos responsáveis espirituais, ou quando lemos a Bíblia, têm um objectivo especifico para cada um de nós. Ainda que não tenhamos a capacidade de absorver todas as palavras, há algo que sempre retemos; então, é isso que devemos praticar!

Há pessoas que sabem a Bíblia de ponta a ponta, mas não praticam uma única palavra. Mas se praticarmos o que Deus nos revelou, através de cada mensagem ou ensinamento recebidos, estaremos mais aptos a viver em Espirito, e não só, faremos participantes, de todas as coisas boas, aqueles que nos instruem. Quais os filhos que não desejam ter pais assim, e que pai não se orgulharia de nos chamar de filhos?! Agora imagine Deus!

Se nos permitimos completar o processo de “cultivo”, ou seja: regamos, cuidamos, tratamos; vimos crescer, evoluir e dar frutos, também ceifaremos aquilo que essa semente produziu, seja ela boa ou má. Por exemplo, se retemos uma dúvida e cuidamos dela, tratamos diariamente e alimentamos, vai crescer, evoluir e dar à luz a incredulidade, a acomodação e, por fim, a corrupção.
Por outro lado, se semeamos coisas boas, consoante a Palavra que nos é transmitida, colheremos o que é bom, e, permanecendo fieis, obteremos, no final, a maior de todas as recompensas, que é a vida eterna!

Um fruto, se cuidado devidamente, passa por vários processos: semente (caroço), folhas, aumento no tamanho, cor, textura, etc. Tudo isto são bênçãos e sinais do belo fruto em que se tornará, dependendo da semente e do cuidado que lhe for devotado.

O processo de cultivo é duro, e a maioria das vezes, moroso. Exige horas ao sol e muitos cuidados, sob árduas condições atmosféricas (forças exteriores). Se fosse assim tão simples, como lançar à terra e esperar, os agricultores não teriam no seu corpo as marcas das intempéries. E assim se processa o ciclo de plantação de cada “semente”; não desenvolve e dá frutos de uma hora para a outra. Requer empenho, entrega, dedicação e perseverança.

Nada cresce e dá frutos, no nosso interior, sem a nossa participação. Por isso, tanto deve cuidar o que planta, como aquele que colhe, pois não apenas daremos conta do que transmitimos, mas igualmente do que alimentámos, dentro de nós, transformando-se em frutos de perdição ou de arrependimento, para a salvação.