Egoísmo: o sentimento que cega

Josiane Boccoli

  • 24
  • Jul
  • 2015

Egoísmo : o sentimento que cega

  • 24
  • Jul
  • 2015

Quando o meu “eu” e o meu orgulho foram deixados de lado, eu pude então colocar-me no lugar do meu filho, e a primeira coisa que ví foi uma mãe que olhava para a sua dor e por isso nunca conseguia enxergá-lo.

O Gabriel decepcionava-me pelas suas limitações, os seus estresses faziam-me sentir a pior mãe do mundo e com isso eu sentia-me no direito de olhar para dentro de mim. Daí em diante a distância entre nós começou a existir, até que um dia pensei: “Para quê ser mãe desta forma? Uma mãe que não consegue entender e ajudar o seu filho?” Quanto egoísmo!

Decidi mudar!!! Deixar o meu “eu” e os meus sentimentos abalados de lado, para estar apta a passar ao meu filho uma certeza de que, apesar dos seus erros, estava tudo bem! Eu amava-o mesmo assim.

Não me deixar abalar a fim de transmitir ao Gabi a tranquilidade do perdão, e a certeza de que uma nova chance ele teria, foi uma grande vitória para mim e um ponto chave para o início de mudanças consideráveis da sua parte.

Amiga mãe, nós sentimos como qualquer outra pessoa, mas devemos saber anular os nossos sentimentos, a ponto de ignorá-los para podermos então auxiliar os nossos filhos. Quando conseguimos fazer isso, os nossos olhos abrem-se, vemos como o nosso filho vê e então, com a direção de Deus, encontramos a forma certa de tocá-los e apresentá-los a quem nos amou primeiro.

Vença o seu orgulho, ignore os seus sentimentos e entenderá o seu filho como nunca conseguiu antes.