De Filhos para pais: Inclinação humana

Andreia Petrucci

  • 23
  • Mar
  • 2015

De Filhos para pais : Inclinação humana

  • 23
  • Mar
  • 2015

Ainda muita nova, questionava de onde viriam os nossos maus instintos. Como é que alguém se tornaria num ladrão, mentiroso compulsivo, alguém predisposto a trair e enganar consecutivamente …

Será que haveria injustiça e “predestinação”?! Estariam uns destinados a serem “cidadãos exemplares” e outros se tornariam, naturalmente, pessoas à margem da “moral e bons costumes”?!

Quando conheci o Centro de Ajuda e fui aprendendo, à luz da Bíblia, a nossa verdadeira “raiz” e o nosso princípio, pude começar a entender porque motivo as nossas escolhas erradas resultam da inclinação humana.

E como?

Será que o ladrão nasce ladrão? Não! Mas em algum momento, numa determinada oportunidade, a tentação deu à luz uma ação; a cobiça deu à luz o pecado. E o diabo, atento a cada segundo, percebendo a respetiva “inclinação”, ocupa-se de a “potencializar”.

“Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.” (Tg.1:13,14)

Por isso há pessoas supostamente calmas, que quando tomadas pelo ciúme, são capazes de matar; daí muitos “bons” maridos, insatisfeitos dentro do lar e que não investem continuamente no seu casamento, acabam por se “render” à tentação da mulher alheia; por isso tantos filhos, hoje, agridem inconsequentemente os seus pais ou educadores …

Um pensamento, um olhar, um gesto, uma pequena atitude que não são repreendidos e expulsos de raiz, ou disciplinados por quem de direito, podem acabar por se tornar numa “faísca” que coloca em chamas – e do inferno – a nossa vida e a vida daqueles por quem somos responsáveis.

Assim como Deus potencializa as nossas qualidades, quando nos submetemos à Sua vontade e vivemos de acordo com a Sua Palavra, o diabo também pode usar as nossas tendências erradas, caso aceitemos conviver com as mesmas.

– Se hoje acha “engraçado” o seu filho pequeno mentir, porque ele ainda é demasiado novo para disciplinar, não se esqueça que, além de não ser correto, isso pode tornar-se algo natural para ele, se não for corrigido;

– Se pensa que é “normal” o seu marido sair frequentemente com “amigos” para tomar café ou sair sozinho, perceba se realmente a sua falta de atenção não está a deixar a desejar. Se a sua presença não se faz sentir, a sua falta também em breve não será notada;

– Se a sua filha, ainda pequena ou adolescente, já gosta de se vestir de forma sensual e você apoia ou alimenta essa inclinação, não cuidando ao ensinar os respetivos limites, não se assuste no momento em que ela quiser sair de casa praticamente despida para se encontrar com os amigos …

E assim em relação a nós mesmas! Qual é a nossa inclinação?

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” (Gl.5:16)

A única forma possível de ultrapassarmos essa “inclinação” humana, é nascer de Deus, “matar” a nossa natureza carnal e viver essa fé continuamente, dia a dia, todos os dias, porque nós até nos podemos converter, mas o diabo não …, e peleja incessantemente pela nossa alma! Ele não nos pode obrigar a nada, pois não é senhor do nosso livre arbítrio, mas pode inspirar, como fez com Eva (Gn.3:1) e potencializar como aconteceu com Saúl, a partir do momento em que ele invejou a David (ISm.18:9).

Se não percebemos hoje os “sinais”, como falávamos na semana anterior, dificilmente nos vamos aperceber quando uma enorme “tempestade” se abater sobre a nossa vida.

“A voz que ouvimos é o “senhor” da nossa vida.”
Bispo Macedo

Até à próxima!