“Arrancar” com Violência!

Viviane Freitas

  • 14
  • Mai
  • 2012

“Arrancar” com Violência!

  • 14
  • Mai
  • 2012

 

Deus não pode fazer nada em relação ao que sentimos se não passarmos a odiar a condição que nos torna escravas.

Não existe forma de controlar qualquer sentimento, se o toleramos. Temos que ser radicais e arrancar com violência! 

Se o caminho é confessar, enfrentando a vergonha; perder momentaneamente uma “posição” ou destruir para sempre algo que agrada a nossa carne, é o que deve ser feito! Não podemos esperar que tudo seja contaminado, pois apenas um sentimento ou uma pontinha de emoção, já é suficiente para nos destruir por inteiro. 

Quantos casamentos já foram destruídos por um “simples” momento de prazer? Quantas vidas já foram ceifadas, por um momento de ira, levado ao extremo? 

  

Jesus diz que, se um olho nos faz pecar, devemos arrancá-lo…

E porque não os dois?!

Porque, se uma coisa mínima nos fizer tropeçar e cair, ainda que não tenhamos consumado inteiramente o ato, já é o suficiente para nos arruinar. 

 

   O perigo está em encarar os sentimentos ou erros pessoais como algo “normal”. Aprendemos a conviver com os mesmos, sem dar conta dos danos que estes causam ou poderão vir a provocar. Afinal, todos nós somos pecadores. Quem é que não sente?! Esta é uma afirmação por demais frequente para justificar a raiz do pecado. Assim se continuam a alimentar erros e sentimentos, que oferecem uma sensação momentânea de prazer.

O pecado tem um “doce” sabor, enquanto é novidade, uma aventura ou boa sensação. Por isso é que ninguém quer abrir mão do mesmo, insistindo em praticá-lo de forma oculta. Não se pretende abdicar dos seus desejos mais íntimos, mas, ao mesmo tempo, teme-se “manchar” a reputação perante os demais.

O mundo está um caos e este tipo de pensamentos apenas dificulta o reconhecimento e o ódio ao erro. Cada um não vive com o que tem, e também não se preocupa em trazer à existência aquilo que não existe. 

Trata-se o sentimento com “piedade” e não com violência.

Esta é a palavra: VIOLÊNCIA!

   Quando algo coloca em risco a minha comunhão com Deus, a minha vida e integridade, sou eu que devo arrancá-lo e deixar de alimentar. Enquanto aquilo que eu desejo, ocupar a minha mente e canalizar as minhas forças, estarei condenada a ser eternamente vencida por isso.

“Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o…” (Mt.5:29)

O que é isto, senão VIOLÊNCIA?! 

Eu faço-o, contrariando, assim, a minha natureza carnal. E sem demora! Não há como tratar um problema que tem por base um sentimento ou emoção, com tolerância!

Mesmo que, apesar da consciência em relação à fé inteligente, sintamos nervosismo, inquietação ou insegurança, estes, ou outros sentimentos, não devem tornar-se incontroláveis… Erros, todos estamos sujeitos a cometer; o problema é permitirmos que estes nos dominem!

Alimentar-me de uma determinada situação negativa é viver em função da mesma.