Amiga e Dependência

  • 30
  • Mai
  • 2011

Amiga e Dependência

  • 30
  • Mai
  • 2011

Maria José (a Zé) foi a primeira a me receber quando assumi o programa. Foi atenciosa comigo, me dava instruções e eu confiava nela mais do que em mim mesma.

 A enxergava como um referencial, porque era ela quem estava a mais tempo no programa. Tirava as minhas conclusões, pela fé circunstancial, que ela era quem podia me ajudar.

Nisso confesso, que no início, fiz dela o meu refúgio, para me abrigar e dar uma direção certa. Ainda que eu orasse a Deus, intercedendo incessantemente para ser uma oferta aceitável e fazer o trabalho certo, não cria 100% na oração.

Ela mostrava-se tão capaz, tão inteligente e tão meiga ao falar, que naturalmente me fazia admira-la, e consequentemente me sentia inferior. Tudo porque eu havia entrado em um desafio comigo mesma. Mas a fé não é apenas um passo, não é apenas aceitar o desafio, mas trabalhar na dependência de Deus.

Nisso, eu não dava nenhum passo sem ao menos ter a aceitação dela. Eu era dirigida por ela, e não por Deus.

Até que, já cansada de sentir-me assim por dias ou meses, eu me revoltei com aquele sentimento que me escravizava. E nisso Deus falou comigo – eu tinha que usar o meu cajado (autoridade) e depender exclusivamente de Deus.

Assim foi: Tomei o passo que tinha que tomar.

E o que aprendi, nessa amizade com a Zé, foi que por mais que tenha confiança em alguém, ela não pode ser a ponte da minha dependência. Eu posso admirá-la mas não posso levar o meu problema para ser solucionado, porque sendo assim, acabo destruindo a mim mesma e não vencendo o “leão” que está dentro de mim.

Quando assumi a minha postura, o “leão” foi consequentemente derrotado. Fiz uso da força que estava adentro de mim, adormecida, e acabei com ele.

Se eu não sou forte no meu interior, outro alguém será usado para me frustrar. E nisso sou escravizada – dependente de alguém.

A luta é sua! Encare enfrentando, e não acompanhada! Tem que ser só!