A Montanha, a Caverna e a Torre

Viviane Freitas

  • 15
  • Ago
  • 2011

A Montanha, a Caverna e a Torre

  • 15
  • Ago
  • 2011

Sei que o título deste post pode parecer mais uma sequências das Crônicas de Nárnia, mas não é.

Aconteceu com Israel e segue acontecendo nos nossos dias:

“… fizeram os filhos de Israel para si as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortalezas.” Juízes 6:2

Quem fez para os israelitas covas para viver? Eles mesmos! Uéh, mas cova não é para quem está morto?
Sim, e eles estavam como mortos, porque deixaram de crer. Perderam a fé, e preferir “criar para si” covas no lugar de criar uma estratégia de Guerra para enfrentar seus inimigos. Covardia.

E quantas vezes fiz isso: fugir ou buscar a solução mais fácil.

E veja que existem diferentes “níveis”, ou classes de covas:
Podemos nos enterrar nas montanhas, no lugar mais alto. Mas a montanha sempre me foi apresentada como lugar de sacrifício….E agora, virou lugar de me esconder? Sim, eu posso também me esconder na montanha=altar, quando “participo” de uma campanha para cumprir com um papel religioso, não para sacrificar. Para amenizar minha consciência e quando os inimigos=problemas me atacarem dizer para todos, “mas eu sacrifiquei”.

Também posso ir pra caverna e manter em anonimato meus problemas. Para quem escolhe a escuridão, é mais fácil não ser sincera e manter uma aparência de que tudo está bem. Mas no frio e escuro buraco negro, no vazio que vai dominando o interior, vai conviver também com os animais peçonhentos que habitam ali, e acabará sendo “picada” pelo veneno do engano.

E a fortaleza? Será que não é seguro e inteligente construir uma fortaleza, uma torre de vigia para estar segura quando os inimigos vierem me atacar?

Veja só, para mim e para você que tem um “título”, uma “posição”, pode até se sentir protegida e privilegiada, pois existe uma aparente proteção, uma redoma que faz você se sentir segura, inatingível. Pode até viver por um tempo nesta falsa sensação de bem estar, vivendo nesta fortaleza, mas será tão escrava e tão covarde quanto os demais, pois não ataca, não persegue seus inimigos.

Para os que estão vivos, e querem permanecer assim, vale o refrão de quem é independente: “ A melhor defesa é o ataque”.